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Área Animal

Por que usar PCR para detecção de doenças infecciosas de cães e gatos?

Cães e Gatos

O teste molecular por PCR (Polymerase Chain Reaction) revolucionou a maneira de veterinários, pesquisadores, zoológicos e clínicas de saúde animal manter a saúde animal e de obter dados importantes relativos às doenças. A sensibilidade, especificidade e rapidez com que agentes infecciosos são identificados por PCR permitem diagnósticos, pesquisas e possibilidades de monitoramento, impossíveis de se obter utilizando-se outras técnicas. As técnicas moleculares representam uma ferramenta importante e eficaz para o diagnóstico de doenças em cães, gatos e outros animais, pois ao se descobrir rapidamente o agente da doença se evita que outros animais também fiquem doentes.

A PCR

A amplificação de ácidos nucléicos por PCR (Polymerase Chain Reaction) atualmente constitui o mais avançado método de diagnóstico e pesquisa. A alta especificidade e sensibilidade da PCR diminuem os índices de falso-positivos e falso-negativos em relação aos exames tradicionalmente utilizados. A reação em cadeia da polimerase, ou PCR, é a técnica que permite a amplificação do DNA ou cDNA (DNA complementar originado de uma fita de RNA) in vitro, utilizando uma reação enzimática catalisada pela enzima DNA polimerase e iniciada por um conjunto de oligonucleotídeos, chamados de primers. Usando-se primers complementares a um segmento de um gene conhecido, pode-se amplificar uma pequena quantidade de um determinado gene de interesse, gerando milhões de cópias. O uso da PCR permite aumentar a sensibilidade dos testes laboratoriais em mais de mil vezes, levando a um grau de precisão antes impossível de detectar no diagnóstico e prognóstico dos campos da microbiologia, oncologia, imunologia, hematologia e genética. A técnica possibilita desde a análise de uma doença infecciosa viral, bacteriana ou parasitária, pesquisa de mutações até a identificação de parentescos na área forense.
 

Como o PCR pode complementar outros tipos de testes?

  • A reatividade cruzada reduz a especificidade de muitos testes sorológicos: um resultado positivo pode ser causado por outros organismos diferentes do alvo. Testes moleculares, por outro lado, são altamente específicos, pois detectam a seqüência genética única para o patógeno alvo, mesmo patógenos geneticamente próximos podem ser distinguidos. Como nos casos de Leishamniose, que nas provas sorológicas pode ser confundida com outros parasitas como Erlichia e Babesia. E no caso de Brucella canis onde a prova sorológica é bem menos eficiente.
  • A influência de algumas fontes de falsos positivos é reduzida em testes moleculares, porque, enquanto outros métodos de detecção podem encontrar anticorpos mesmo que os patógenos não estejam mais presentes, ensaios moleculares detectam o material genético do patógeno em si - uma indicação direta da presença do patógeno na amostra.
  • Infecções latentes ou com sinais sub-clinicos podem ser antecipadas e detectadas por PCR antes que os sinais clínicos da doença sejam aparentes, pois a detecção não depende de níveis de anticorpos elevados.
  • Muitas vezes, animais com títulos de vírus elevados (carga viral) podem apresentar os níveis de anticorpos muito baixos para a detecção. Isso pode resultar em diagnósticos falsos negativos se somente os testes de anticorpos são utilizados. Com o avanço nas pesquisas a quantificação do agente etiológico (determinação da carga viral), semelhante ao que já ocorre em humanos, se tornará uma ferramenta importante de prognóstico.
  • A alta sensibilidade da PCR permite a detecção de um patógeno alvo em uma amostra, mesmo quando esta apresente um título muito baixo, e mesmo a partir de volumes de amostra muito pequenas.

 

Em respeito a ética e aos nossos colegas médicos veterinários, o Grupo São Camilo - Divisão Biotecnologia só realiza atendimentos mediante a apresentação da Requisição Veterinária.